[Intro]
Nas sombras do bairro, uma promessa a pairar
Henriques e Elsa, dois nomes que vão se atravessar
O silêncio pesou quando o coração quis falar
E no peito, alguém jurou guardar o que não pode amar
[Verse 1]
Henriques olha a janela, a cidade parece ouvir
Um desejo que não cabe no peito, a culpa a empurrar
Elsa, secretamente, sente a distância a consumir
Entre o irmão e o mundo, a fronteira começa a tremular
[Chorus]
O coração chama, mas a razão responde não
Entre laços de sangue e um fogo que não quer? voar
Eles tentam esperar, mas o tempo pede outra direção
E o que era proibido pode assombrar o amanhã que virá a brilhar
[Verse 2]
Elsa respira fundo, o amor é vento que não se contém
Henriques oferece amizade, mas o olhar pede um sim que não tem
Conflito familiar, culpa que lateja como tambor de tamborim
Eles descobrem que o afeto pode ferir o chão onde caminham
[Pre-Chorus]
Seus nomes tremem na hora de falar
O segredo mora nos lábios que não vão se abrir
[Chorus]
O coração chama, mas a razão responde não
Entre laços de sangue e um fogo que não quer? voar
Eles tentam esperar, mas o tempo pede outra direção
E o que era proibido pode assombrar o amanhã que virá a brilhar
[Bridge]
Quem diria que amar poderia doer sem tocar?
Entre abraços contidos, o desejo não quer calar
Seja quem for o culpado, não há culpados na memória que fica
A verdade se revela no silêncio do que não pode existir
[Chorus]
O coração chama, mas a razão responde não
Entre laços de sangue e um fogo que não quer? voar
Eles tentam aceitar que o mundo não precisa julgar
Ainda que o peito chore, a coragem pode finalmente libertar
[Outro]
Quem sabe um dia encontrem caminho (sem se ferir) para amar a seu tempo
E a família aprenda a ouvir o que o coração sabe manter
Henriques e Elsa, memória que fica no esquerdo do peito
Guardam a emoção de um desejo que não pode acontecer, mas pode ser recordar