[Intro]
Câmera fria, corredor de teatro, silêncio que aumenta o medo.
No 4K da cena, o véu não cai, apenas respira o segredo.
[Verse 1]
Um brilho suave atravessa o pano, um fantasma vira o meu peito,
Sou eu que não sou eu, sou voz de adolescente tentando achar o jeito.
Calça o que era meu, o traje de mascote acorda devagar,
Movimento torto, passos tortos, ensaio de um segredo no ar.
[Pre-Chorus]
Sombra na palma da mão, a risada fica presa na garganta,
Eu tento dizer “estou aqui”, mas só sai um ranger de garganta.
[Chorus]
Eu vou ser você por um instante, danço com o peso que não é meu,
A cada passo eu sinto o outro dentro, tentando me guiar a qualquer céu.
Grito baixo de garoto brasileiro, aprendendo a andar no próprio corpo,
E o palco vazio guarda o medo que não quer ir embora.
[Verse 2]
O traje balança como mar que não sabe quem é o marionete,
O garoto no traje sussurra: “calma, é só aprender a se mover, pense forte”.
Os olhos por trás da máscara tentam ver a luz da saída,
Mas o corredor ecoa o segredo: quem manda hoje é a vida que não cede.
[Chorus]
Eu vou ser você por um instante, danço com o peso que não é meu,
A cada passo eu sinto o outro dentro, tentando me guiar a qualquer céu.
Grito baixo de garoto brasileiro, aprendendo a andar no próprio corpo,
E o palco vazio guarda o medo que não quer ir embora.
[Bridge]
Pode parecer que é invasão, mas é luta de nascer de novo,
Entre a voz que não é minha e o sonho que fica no fundo do olho.
[Chorus]
Eu vou ser você por um instante, danço com o peso que não é meu,
A cada passo eu sinto o outro dentro, tentando me guiar a qualquer céu.
Grito baixo de garoto brasileiro, aprendendo a andar no próprio corpo,
E o palco vazio ainda respira, esperando o meu recomeço.
[Outro]
Quando a cortina fecha, o silêncio me devolve a mim mesmo,
Mas sei que no sorriso do público, o fantasma aprende a andar no tempo.