[Intro]
Sombras na janela, aplausos do vazio, respirações lentas.
A cidade é um furacão de vidro quebrado que não vejo dormindo.
[Verse 1]
O quarto tem voz de silêncio, paredes sem eco, coração de cinza.
Piso frio sob meus pés, passos que não chegam a lugar nenhum.
Luz da lua rasga o quarto, desenha rios de culpa na pele.
Na distância, alguém chama meu nome sem realmente falar.
[Pre-Chorus]
Sinto a distância como uma ferida que não cessa de arder.
Meu reflexo me observa com olhos que não acreditam em nada.
[Chorus]
Noite dentro de mim, fiquei parado entre o ser e o talvez.
Sombras me cercam, mas não me tocam, eu respiro e continuo a pesar.
Chovia silêncio lá fora, dentro, ainda há mar em meu peito.
Eu me perco para me encontrar, eu me encontro para me perder.
[Verse 2]
Viajante de sombras, carrego o peso de promessas que não cumprem o dia.
O alvorecer parece um truque antigo, desenhado para me iludir.
As ruas luminosas não chegam perto do frio que sinto aqui.
Cada janela é um espelho que aponta uma culpa que não cabe.
[Pre-Chorus]
Sinto a distância como uma ferida que não cessa de arder.
Meu reflexo me observa com olhos que não acreditam em nada.
[Chorus]
Noite dentro de mim, fiquei parado entre o ser e o talvez.
Sombras me cercam, mas não me tocam, eu respiro e continuo a pesar.
Chovia silêncio lá fora, dentro, ainda há mar em meu peito.
Eu me perco para me encontrar, eu me encontro para me perder.
[Bridge]
Entre ruídos de chuva e vidro partido, encontro um sussurro de coragem.
É quase uma vela que treme, tentando iluminar o que não me diz o nome.
[Chorus]
Noite dentro de mim, fiquei parado entre o ser e o talvez.
Sombras me cercam, mas não me tocam, eu respiro e continuo a pesar.
Chovia silêncio lá fora, dentro, ainda há mar em meu peito.
Eu me perco para me encontrar, eu me encontro para me perder.
[Outro]
A cidade adormece devagar, e eu fico acordado, conversando com a noite.
Quando o silêncio cresce, eu existo menos, e o peso volta a ser meu lar.