[Intro]
Voz que se repete, toma o mesmo caminho
Palavras vazias, ecoa na linha
Eu tento falar, mas o silêncio responde
Sou quase um eco que o próprio eco não admite
[Verse 1]
Repito o que não cabe, tudo se desenha torto
Como uma mensagem que se perde no porto
Cada frase é uma ponte que não chega ao outro lado
Falo de perto, mas fico longe, quase nada é encontrado
[Pre-Chorus]
Se eu digo meu nome, o som volta com distorção
Grito por dentro, a boca fica sem direção
Se as palavras fossem barcos, quem as deixaria partir?
Eu envio sinais, mas a maré não quer me ouvir
[Chorus]
Eu tento falar, mas parece que eu já disse tudo errado
É solidão que me envolve, um vazio que eu não tenhoagiado
Quero ser entendido, ainda que seja só um pouco
Mas o silêncio responde, e eu volto ao mesmo luto
[Verse 2]
Ambiguidades nas palavras, como névoa no vidro
Cada sílaba escorre, tudo fica mais contido
O destinatário parece ausente, o tempo é meu juez
Eu mando meu canto, e ele volta ao que não me fez
[Pre-Chorus]
Se eu peço um sussurro, o eco grita em meu ouvido
Se eu pinto a mensagem, fica pálido, sem sentido
Quero clareza, um sinal simples de carinho
Mas continuo falando para o vazio, sozinho
[Chorus]
Eu tento falar, mas parece que eu já disse tudo errado
É solidão que me envolve, um vazio que eu não tenhoagiado
Quero ser entendido, ainda que seja só um pouco
Mas o silêncio responde, e eu volto ao mesmo luto
[Bridge]
Quem sabe a fala encontra a mão que me escuta
Quem sabe o meu phraseado não fica apenas rima crua
Se a voz falha hoje, amanhã pode haver uma ponte
Entre o que tento dizer e o que alguém responde
[Chorus]
Eu tento falar, mas parece que eu já disse tudo errado
É solidão que me envolve, um vazio que eu não tenhoagiado
Quero ser entendido, ainda que seja só um pouco
Mas o silêncio responde, e eu volto ao mesmo luto
[Outro]
Tento, repito, espero o acaso de me ouvir
Talvez no silêncio eu enfim possa existir