[Intro]
Na praça, a Lua derrama prata pelo chão, a floresta respira no coração
Chegam as oito duplas, passos que acendem o chão, rumor de ramos, dança em sessão
[Verse 1]
Uma chuva de glitter de folha seca, o rio sussurra segredo de faz-de-conta
As duplas chegam em compasso, olhos de fogo e riso que canta, a noite se reinventa
A primeira Miss surge na linha de palma e luar, Simpatia, encanto que não se encerra
[Verse 2]
A segunda Miss entra com Negritude, brilho quente, raízes que a floresta celebra
Caipira no traje simples, mão na enxada de sonho, o chão vibra com a presença gera
Mix Ohana, união de povos, irmandade que a lua toda acolhe, a coragem se revela
[Chorus]
No coração da mata, a quadrilha revela seu encanto ancestral
Matinta Pereira em cada passo, segredo que se abre como portal
Onça pintada traça a linha do medo e do brilho, cauda de fogo no corporal
Pajelança cabocla tece velas de coragem, a floresta canta o ritual
[Verse 3]
A lenda da cobra grande serpenteia pelo lago da memória, silêncio que lateja
Entre tambores de madeira e canto de coruja, a floresta inteiro se entrega à música que fragua
As seis apresentações dançam em círculo, tom festivo sob o véu místico da Amazônia
[Bridge]
Estalos de madeira, perfume de chuva, olhos que brilham como vaga-lumes na trilha
Quem vê vê a raiz que nos segura, quem ouve ouve a história que não vacila
[Verse 4]
O conjunto das oito duplas acende a noite com fulgor e fé, cores que não se apagam
Miss Simpatia acena, Miss Negritude responde, Miss Caipira ri e dança sem miragem
Mix Ohana encerra a ronda: união que transforma, tornando cada passo uma promessa
[Chorus]
No coração da mata, a quadrilha revela seu encanto ancestral
Matinta Pereira em cada passo, segredo que se abre como portal
Onça pintada traça a linha do medo e do brilho, cauda de fogo no corporal
Pajelança cabocla tece velas de coragem, a floresta canta o ritual
[Outro]
E assim a festa se fecha com brilho de estrela d’água, na floresta Amazônia a sorrir
As duplas se despedem, mas o sussurro fica, prometendo voltar a girar e abrir a raiz do sentir