(Intro)
Terra fala baixoтАж
Mas hoje ela grita sangue.
EDVERSO
TIPOZHIN
(Verso)
P├й descal├зo no barro, esp├нrito da mata no peito
Filho do rio, guardi├гo do vento e do respeito
Antes do ferro chegar rasgando o horizonte
Antes da cruz prometer c├йu e trazer a morte
O canto da tribo ecoava na montanha
O sol pintava guerra na pele que apanha
Mas vieram navios cuspindo homens de a├зo
Trazendo fogo, p├│lvora e promessa no bra├зo
Disseram тАЬDeusтАЭ, mas trouxeram espada
Disseram тАЬpazтАЭ, mas queimaram a aldeia sagrada
Crian├зa correndo no meio da fuma├зa
Terra m├гe chorando vendo o sangue na pra├зa
Machado caiu onde o esp├нrito morava
A ├бrvore tombouтАж a mem├│ria gritava
Rios ficaram vermelhos contando a hist├│ria
De quem virou fantasma preso na pr├│pria mem├│ria
Chamaram de conquistaтАж mas foi massacre
Chamaram de civilizarтАж mas foi ataque
Nos tiraram o nome, a terra e o ch├гo
Mas n├гo arrancaram o esp├нrito do trov├гo
(Ponte)
O vento ainda carrega o canto antigo
Mesmo que o mundo finja n├гo ouvir comigo
(Final)
Somos a raiz que a espada tentou cortar
Somos o eco que a morte n├гo vai calar
A floresta lembraтАж cada filho tombado
A terra nunca esquece seus conquistados.
TIPOZHIN
EDVERSO