[Intro]
A cidade respira devagar, a noite desce como um véu
Os passos ainda duros, o silêncio levanta após o céu
[Verse 1]
Ela acorda com marcas que contam uma história sem som
Cicatrizes que vão do ombro ao peito, lembranças que não tombam
A distância segura entre a pele e a dor se faz voz
Ela fala em chamadas, em mensagens que dizem: ainda sou eu
[Pre-Chorus]
No bolso, o telefone é ponte entre o agora e o lar
Cada toque é um suspiro de quem não pode estar lá
[Chorus]
Eu volto para casa pela linha que você segura, amor
Mesmo longe, sinto seu cuidado me vestir de calor
A noite se abre devagar, mas minha mão não desvia o rumo
Porque cuidar é atravessar a distância, é meu rumo
[Verse 2]
As lacerações lembram o que se passou, mas não me definem
Entre remédios e rotinas, sigo aprendendo a me proteger
A vida segue na prática simples: cozinhar, arrumar, respirar
E ouvir sua voz que atravessa o mapa para me guiar
[Pre-Chorus]
O eco do seu carinho chega em fragmentos de luz
Cada palavra é curativo, cada risada, um jus a mais
[Chorus]
Eu volto para casa pela linha que você segura, amor
Mesmo longe, sinto seu cuidado me vestir de calor
A noite se abre devagar, mas minha mão não desvia o rumo
Porque cuidar é atravessar a distância, é meu rumo
[Bridge]
No casulo da casa, o cotidiano se refaz em gestos simples
A xícara quente, o banho que acalma, o rádio que recita promessas
[Chorus]
Eu volto para casa pela linha que você segura, amor
Mesmo longe, sinto seu cuidado me vestir de calor
A noite se abre devagar, mas minha mão não desvia o rumo
Porque cuidar é atravessar a distância, é meu rumo
[Outro]
E quando a noite adormecer, a cicatriz silenciará com a luz do lar
Voltarei inteira, com o dia a me esperar, no abraço a retomar