[Intro]
Na calçada da cidade, o brilho que o dia escondeu
Passos simples, olhos atentos, o mundo ganha cor que muito viu
[Verse 1]
O café na xícara, vapor que desenha rios no ar
O zíper da jaqueta canta, um ritmo levemente a vibrar
Os grafites na praça contam histórias de quem nunca dormiu
E cada detalhe é tela de um artista que o tempo reconheceu
[Pre-Chorus]
Vivo atento aos paus de luz que vão surgindo no cotidiano
Transformo o comum em halo, o trivial em chamado
[Chorus]
É beleza na rotina, colorindo o que é banal
Cada cor que aparece revela um segredo musical
Olho de artista, tudo respira traços de luar
O mundo inteiro cabe num instante que dá pra contemplar
[Verse 2]
O cheiro de pão assando entra pela janela da memória
O vento brinca com as folhas, uma orquestra rabiscada na história
Passa uma bicicleta, o sino da escola volta a tocar
Eu sigo o rastro de texturas que a cidade faz pulsar
[Pre-Chorus]
Entre os ruídos, eu encontro um refrão escondido no chão
Faço dele assinatura, meu mapa de percepção
[Chorus]
É beleza na rotina, colorindo o que é banal
Cada cor que aparece revela um segredo musical
Olho de artista, tudo respira traços de luar
O mundo inteiro cabe num instante que dá pra contemplar
[Bridge]
Quebrando o tédio, eu danço com o tempo, sem pressa de chegar
Entre cores, texturas e sombras, eu começo a imaginar
[Chorus]
É beleza na rotina, colorindo o que é banal
Cada cor que aparece revela um segredo musical
Olho de artista, tudo respira traços de luar
O mundo inteiro cabe num instante que dá pra contemplar
[Outro]
No fim da linha, o cotidiano sorri de volta, a verdade é simples assim
A vida, bem diante dos olhos, é espetáculo que nunca tem fim