[Intro]
Sob o sol do Nordeste, o vento leva esperança
Entre sertões e matas, nasce a lembrança da dança
No peito da cidade, o orgulho é raiz que canta
E o sanfoneiro avisa: é tempo de festa que encanta
[Verse 1]
No encontro da praça, mestres afinam o ar
Forró que atravessa ruas, faz as paredes dançar
Cada acorde um retrato de casa, de gente a celebrar
Pássaros simbólicos sobrevoam a cidade a vibrar
[Pre-Chorus]
O rádio antigo chia, a televisão acena o litoral
Histórias de tavernas, ribeiras, miragens do regional
Mas a vida aqui é forte, é fé que não se rende não
É passo no chão de terra, é fé no coração
[Chorus]
Orgulho da minha cidade, orgulho do meu chão
Forró na veia, fé na mão, alegria em multidão
Dança que liga gente, terra, mar e histórias mil
No Nordeste pulsa mais forte, é vida, é Brasil
[Verse 2]
Mestres da música local caminham devagar, com sieste de canção
Contam do tempo que passou, do sustento e da paixão
Sanfona soluça lembranças, bagas de luar no chão
Mas o povo brinda o futuro com cada repetição
[Pre-Chorus]
Entre brasas de fogueira, surge o sorriso da manhã
TikTok na tela mostra passos que vão além da praça
Mas o ritmo antigo não se perde, ele guia o andar
É memória que avança, é ponte a ligar o mar
[Chorus]
Orgulho da minha cidade, orgulho do meu chão
Forró na veia, fé na mão, alegria em multidão
Dança que liga gente, terra, mar e histórias mil
No Nordeste pulsa mais forte, é vida, é Brasil
[Bridge]
Entre milho, aipim e a fé que não falha
Sanfoneiro encena a vida, a mata aplaude na fala
Pássaros simbólicos cantam das praças à copa das palmeiras
Somos coletivos, somos festa, somos bandeira inteira
[Verse 3]
Na madrugada, a lua observa as palmas no salão
Ritmo que acende o peito, pulsa a cada coração
Crianças aprendem a dar valor ao passar do clarão
Enquanto a cidade canta, cresce a nossa canção
[Chorus]
Orgulho da minha cidade, orgulho do meu chão
Forró na veia, fé na mão, alegria em multidão
Dança que liga gente, terra, mar e histórias mil
No Nordeste pulsa mais forte, é vida, é Brasil
[Outro]
Que a mata permaneça verde, que o céu siga a cantar
Que a união da gente renda frutos, brilho no olhar
Sanfona guarda os sonhos, mestres guiam o caminho
E a vida no Nordeste floresce, em peito de carinho