[Intro]
Luz fria, prateleiras de lã sussurram.
Um acaso me chama para o drama que vem.
[Verse 1]
Sou colecionador de meias perdidas, excêntrico e fiel,
Cada par guarda uma rua, um segredo de fel.
Hoje encontro o par perfeito, tão perfeito que parece sonho,
Mas o rótulo revela o dono: um pinguim sarcástico do gelo, pronto para o cerco.
[Pre-Chorus]
Ele pisa o tapete com elegância de oceano, olhar cortante,
"Devolva a minha meia", diz, "ou enfrente o meu humor cortante".
[Chorus]
Uma meia, um drama!
O pinguim sarcástico exige a devolução, sem ter dó.
"Este par não é seu", ele afirma, voz de mar gelado,
E eu fico entre ficar e devolver, ouvindo o frio dizer 'vamos lá'.
[Verse 2]
Ele avança pela sala, sarcasmo feito de lã e flocos,
"Foi comigo pela geleira, atravessou tempestades e apelos."
"Minha história está entre os fios", insiste, "reconheça-a, humano".
Prometo buscar o dono certo, mesmo que isso pese o meu tesouro.
[Pre-Chorus]
O dilema puxa meu coração pro norte, onde o gelo é rei,
Mas o pinguim sorri: devolver é também encontrar quem precisava de você.
[Chorus]
Uma meia, um drama!
O pinguim sarcástico insiste na devolução já.
Quem vence neste duelo entre desejo e obrigação?
O par retorna ao dono, e eu aprendo uma lição de aconchego.
[Bridge]
Sigo o rastro das meias, entre varal e mar,
Descubro que lar é onde reconhecem o que é teu par.
Ele acena, "devolva com humor", fim do jogo de salão,
Eu abraço a ideia de entregar, ganho uma nova direção.
[Chorus]
Uma meia, um drama!
O pinguim sorri ao ver o par voltar ao reino do gelo.
E eu entendo que devolver às vezes é encontrar o lar,
Que o verdadeiro dono merece ser amado pelo acaso da lã.
[Outro]
A meia retorna ao gelo, e o quarto respira outra vez.