[Intro]
No silêncio da noite, a cidade respira devagar
Luz que não aquece, sombras que sabem me chamar
[Verse 1]
Ando em passos lentos pela sala sem fim
A solidão desenha nomes na parede, enfim
Dúvidas me cercam como um nevoeiro que não pára
Eu fecho os olhos e ainda ouço o meu medo falar na cara
[Chorus]
Mas a noite não me vence, mesmo sem clarão
Eu sigo, linha após linha, buscando minha direção
Entre pausas de silêncio, encontro minha razão
Um vestígio de amanhã, uma chama de resistência
[Verse 2]
Os relógios parecem espiar meus pensamentos cansados
Eu faço da respiração uma vela em meus lados
Sombra após sombra, a coragem me pedindo olhar
Eu digo: ainda posso, mesmo devagar, reacender o lugar
[Chorus]
Mas a noite não me vence, mesmo sem clarão
Eu sigo, linha após linha, buscando minha direção
Entre pausas de silêncio, encontro minha razão
Um vestígio de amanhã, uma chama de resistência
[Bridge]
Se o desespero me abraça, eu respiro mais fundo
Se a pergunta me diz não, eu repito: eu continuo
[Chorus]
Mas a noite não me vence, mesmo sem clarão
Eu sigo, linha após linha, buscando minha direção
Entre pausas de silêncio, encontro minha razão
Um vestígio de amanhã, uma chama de resistência
[Outro]
E quando o escuro falar mais alto, eu garanto o meu levantar
Não é fim, é prometer acordar, continuar a sonhar