[Intro]
Entre as portas da casa, o silêncio me encontra
Sussurros de lembranças que não querem ir embora
[Verse 1]
Lugar vazio, chão que guarda passos que não são meus
Na prateleira, um bilhete amarelado, uma risada que ficou
Cartas amassadas, fotos sem moldura, o tempo parece respirar
Eu falo baixo com o que ficou para me guiar
[Chorus]
Isso é solidão que não se sabe dizer
É o eco de alguém que se foi, a me observar de perto
No bolso, um cheiro de tua pele ainda presente
Diálogo invisível entre o ontem e o agora, eu tento entender
[Verse 2]
Desembrulho objetos esquecidos como quem desenterraria memórias
Cada linha escrita ali acende uma vela na noite do peito
O relógio parou, mas as lembranças correm, não querem calar
Converso com o que ficou, espero responder sem romper o ar
[Chorus]
Isso é solidão que não se sabe dizer
É o eco de alguém que se foi, a me observar de perto
No bolso, um cheiro de tua pele ainda presente
Diálogo invisível entre o ontem e o agora, eu tento entender
[Bridge]
Se alguém perguntar pelo meu silêncio, eu direi que ouvi você
Entre objetos que assinam nossa história, ainda há um lugar para nós
[Chorus]
Isso é solidão que não se sabe dizer
É o eco de alguém que se foi, a me observar de perto
No bolso, um cheiro de tua pele ainda presente
Diálogo invisível entre o ontem e o agora, eu tento entender
[Outro]
Que a casa não desate o que permanece dentro de mim
Que as coisas me falem de você, sem pressa, sem fim