(Verso 1)
Quando ouço a porteira bater
Sei que o dia vai começar
O galo canta no terreiro
E o sol vem devagar
O curral já tá chamando
Tem vaca pra ordenhar
O leite quente no balde
Espumando sem parar
(Verso 2)
O fogão a lenha aceso
Com café coado no pano
E o cheiro tomando conta
Do rancho logo cedo
O carro de boi na estrada
Gemendo no pé da serra
Levando o peso da lida
Nesse chão vermelho de terra
(Refrão – raiz e repetitivo)
Porteira bate… é vida chamando
É mais um dia recomeçando
Na roça o tempo não para não
É só trabalho e dedicação
Porteira bate… lá na fazenda
É o som que a gente sustenta
No pé do chão, de sol a sol
Vivendo firme nesse arrebol
(Verso 3)
O berrante ecoa longe
Chamando o gado pro curral
O cavalo já encilhado
Pronto pra mais um batidal
No cocho o milho já posto
Direto lá do silo cheio
E o arame da cerca estala
Segurando o pasto alheio
(Ponte)
A poeira sobe na estrada
E o suor desce sem dó
Mas quem nasceu nessa vida
Não troca isso por pó
(Refrão Final)
Porteira bate… é rotina bruta
Mas é dela que a gente luta
Entre o curral e o cafezal
Eu fiz meu mundo nesse quintal
Porteira bate… pode bater
É esse som que eu quero ouvir
Porque na roça eu sei quem sou
E é aqui que eu escolhi viver