[Intro]
Ponteio de viola, o sertão responde
[Verse 1]
Vou contar uma história, preste atenção, meu irmão
Lá do passado do sertão nasce a canção
José era o xodó do pai, o favorito
Mas inveja cega o peito, traz sofrimento no peito
Ganhou túnica riscada, de cores a reluzir
Irmãos de maldade só querendo o porvir
[Verse 2]
Sonhou com feixes de trigo e com as estrelas lá no céu
Disse aos irmãos: o reino vem, ele mesmo o percebeu
A raiva se acendeu, tramaram traição
Jogado no buraco, vendido por prata e querosene de paixão
A maldade do mundo, bicho que não sabe amar
Mas Deus no peito (no coração) sabe onde estar
[Chorus]
José, o sonhador que não perdeu a fé
Mesmo na escuridão, a esperança ainda acenou
A cada passo que o destino correu ante o mal
A verdade ficou firme, o menino não fracassou
[Verse 3]
Lá no Egito, veio a servidão e o destino a girar
Preso sem culpa, o olhar firme a buscar
Quem leva Deus no peito, não há grade que o faça calar
Voz da verdade quebra a prisão, a fé a brilhar
[Verse 4]
Entre perdas e lágrimas, os dias vão se passar
Mas o sonho do pai, a recordação vai guiar
A túnica de cores não é apenas vestir
É a bênção que vem de Deus pra gente exprimir
[Chorus]
José, o sonhador que não perdeu a fé
Mesmo na escuridão, a esperança ainda acenou
A cada passo que o destino correu ante o mal
A verdade ficou firme, o menino não fracassou
[Bridge]
Do poço à prisão, da prosa ao vasto reino
A fé atravessa o fogo, o amor é o espelho
[Chorus]
José, o sonhador que não perdeu a fé
Mesmo na escuridão, a esperança ainda acenou
A cada passo que o destino correu ante o mal
A verdade ficou firme, o menino não fracassou
[Outro]
E assim fica a lição do sertão nordestino:
Quem confia em Deus, vence o destino
[End]