[Intro]
falado: Estado em ruínas, governo de joelhos, quem comanda agora?
É o crime, é o medo.
[Verse 1]
Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará,
Três estados no mapa do colapso sem parar.
Governos fracos, diálogo fracassado,
Enquanto o tráfico avança, tudo é dominado.
Sirene não canta mais, só ecoa o disparo,
Na quebrada o medo é lei, e o futuro é raro.
Ônibus queimado, criança sem aula,
A noite cai cedo onde o fogo se espalha.
[Verse 2]
Gerador falha no hospital, coração no fio,
Cirurgia parada, anestesia no frio.
Médico em pânico, enfermeira e técnico de enfermagem em oração,
Com terço e Bíblia na mão, paciente flutua entre a vida e a perdição.
[Chorus]
É a passagem do caos, a cidade em silêncio tem medo,
O que era de todos hoje é de quem resiste com segredo.
Vozes se levantam pela vida que resta, pela cura que não chega,
Na escuridão da noite, ainda se acende uma vela que não se apaga.
[Verse 3]
Tração de esperança, nas mãos que não se rendem,
Mãos que costuram o tecido fraco que nos sustenta.
Denúncia em voz alta, a justiça é lembrança,
Que o povo não desiste, que a vida não se entrega.
[Chorus]
É a passagem do caos, a cidade em silêncio tem medo,
O que era de todos hoje é de quem resiste com segredo.
Vozes se levantam pela vida que resta, pela cura que não chega,
Na escuridão da noite, ainda se acende uma vela que não se apaga.
[Bridge]
Se a lei é a liberdade, que ela seja para todos,
Que o direito respire onde o ar é curto e ruim.
A cada passo, a cada verso, a resistência se faz som,
Para erguer o amanhã do chão que tremeu.
[Chorus]
É a passagem do caos, a cidade em silêncio tem medo,
O que era de todos hoje é de quem resiste com segredo.
Vozes se levantam pela vida que resta, pela cura que não chega,
Na escuridão da noite, ainda se acende uma vela que não se apaga.
[Outro]
falado: Estado em ruínas, seguimos em frente, com fé no suficiente para responder.