[Intro]
Sexta à meia-luz, a casa respira promessas no salão, e o silêncio já sabe o que vem
Ela para a porta, ele encosta na moldura e o ar fica travado, tipo fogo que não quer apagar
[Verse 1]
Xibutxana fica no peito como um símbolo, um código sussurrado entre risos e culpa
Você diz que precisa de espaço, eu digo que meu mundo caberá no seu abraço se topar a curva
Entre os passos marcados pelo relógio e o choro contido, a gente se fala em murmúrios e promessas antigas
[Pre-Chorus]
Eu visto o medo como casaco, você veste o desejo como promissão
Se a porta grita despedida, ainda assim a gente procura a mão do coração
[Chorus]
Amor, fica, deixa o ciúme acreditar que há apenas um caminho
Desliza o perdão pela sombra da sala, acende o nosso caminho
Xibutxana sorri de leve, lembrança que nunca abandona, nos guia a recomeçar
Prometemos tentar de novo, até o destino dizer que vale a pena ficar
[Verse 2]
Entre a culpa que lateja, teu olhar pergunta se ainda há chegadas sem despedidas
Eu digo que cada culpa é convite pra que o nosso eu se encontre em novas medidas
A casa guarda as pegadas do dia, da sexta que promete e punha em jogo a verdade
[Pre-Chorus]
Seu silêncio é faca que corta a fome de proximidade, meu desejo é ponte de honestidade
Se a cidade dorme, ainda resta falar o que ficou preso na garganta da saudade
[Chorus]
Amor, fica, vou aprender a dançar com o medo ao teu lado
Desliza o perdão pela sala, acende o futuro que temos compartilhado
Xibutxana brilha na moldura, sinal de que vale a pena o nosso cuidado
Prometemos tentar outra vez, mesmo que a noite peça uma última conversa de cada lado
[Bridge]
Se a despedida vier, que seja com a mão entrelaçada e o olhar que não mente
Que cada falha seja estalo de coragem, que cada erro nos leve pra frente
[Chorus]
Amor, fica, não deixe o silêncio ser o anúncio de fim
Deixa que o coração decida o que é nosso, mesmo que o mundo não queira assim
Xibutxana permanece símbolo, guardião do nosso fio que se reatou enfim
Prometemos reconstruir, passo a passo, até ficar completo
[Outro]
A sexta termina, a casa respira outra vez, e a gente escolhe ficar, escolher recomeçar