[Intro]
Caderno aberto na mesa da cozinha, silêncio que pesa como chuva.
[Ao tom da casa, os nomes se cruzam, histórias que não cabem no retrato.]
[Verse 1]
Telma acorda cedo, leite na xícara, a mãe do Julinho sonha acordada,
Percípio observa a rua, o tempo seguro, a jaqueta guardada.
Perante a porta, Dudu respira fundo quando a campainha toca,
Orquídeo na janela, lembrança que floresce, Ana sussurra: tudo em paz, não é cedo demais.
[Chorus]
Cenas que se misturam, caminhos que se cruzam sem querer,
Entre risos contidos e silêncios que dizem muito, sem falar.
O núcleo da casa fica mais leve quando a verdade aparece,
E a verdade revela quem somos, sem precisar gritar.
[Verse 2]
Julinho cresce entre olhares que pesam como água fria,
Telma guarda segredos que a boca não diz, mas o peito sabe.
Percípio cuida da casa, do prato que não falta, da respiração lenta,
Ana observa as marcas do tempo, cada ruga um mapa do que foi e pode voltar.
[Chorus]
Cenas que se misturam, caminhos que se cruzam sem querer,
Entre risos contidos e silêncios que dizem muito, sem falar.
O núcleo da casa fica mais leve quando a verdade aparece,
E a verdade revela quem somos, sem precisar gritar.
[Bridge]
Uma carta dobrada na gaveta expõe o que cada um temia,
Que a família não é só sangue, é escolha de ficar juntos.
O olhar de Telma encontra Ana, e o peso some devagar,
A cidade fica pequena quando o segredo se transforma em compreensão.
[Chorus]
Cenas que se misturam, caminhos que se cruzam sem querer,
Entre risos contidos e silêncios que dizem muito, sem falar.
O núcleo da casa fica mais leve quando a verdade aparece,
E a verdade revela quem somos, sem precisar gritar.
[Outro]
No final, a casa respira em acordes simples: o afeto mantém o tempo,
E mesmo com tensão, o lar encontra o modo de existir em paz.