Tem dias que eu finjo que tá tudo bem
mas teu silêncio ecoa pela casa
e eu fico procurando resposta
em carta, em música, em qualquer coisa...
Cê disse que andava cansado
que o trabalho tava puxando demais
e eu tentando entender teu mundo
sem perceber que eu tava ficando pra trás
Já faz dias que eu não escuto tua voz
e isso parece tão maior
porque ausência de quem a gente ama
faz silêncio virar nó
Tem teu moletom pela cadeira
e teu cheiro perdido no lençol
às vezes acho que cê volta
quando escuto barulho no portão
E eu queria ser teu lugar seguro
não mais um peso pra carregar
mas toda vez que a vida te afunda
cê escolhe se afastar
E eu ainda te espero
mesmo dizendo que não
porque amar você
virou costume do coração
As cartas falam de saudade
e eu tentando não acreditar
que quem prometeu ficar
agora mal consegue falar
E eu ainda te espero
mesmo cansando aos poucos
porque o nosso amor
nunca foi pouco...
Outro dia saiu o eremita
e eu ri sozinha da situação
porque até nas cartas cê aparece
fugindo da própria confusão
Eu conheço teu jeito calado
o olhar perdido no nada
quando o mundo pesa nos ombros
e cê se fecha na madrugada
Só queria que você entendesse
que eu também tô me quebrando aqui
tentando salvar nossa história
sem saber até quando insistir
Talvez domingo cê vá embora
e leve mais um pedaço meu
mas pior que tua distância
é sentir que cê também se perdeu
E mesmo magoada
eu ainda peço baixinho pra Deus
traz ele de volta diferente
ou cuida do coração meu
E eu ainda te espero
mesmo dizendo que não
porque amar você
virou costume do coração
As cartas falam de saudade
e eu tentando não acreditar
que quem prometeu ficar
agora mal consegue falar
E eu ainda te espero
mesmo cansando aos poucos
porque o nosso amor
nunca foi pouco...
Tem dias que eu finjo que tô seguindo
mas ainda olho o celular
esperando teu nome aparecer...[Intro]
Tem dias que eu finjo que tá tudo bem
mas teu silêncio...