[Intro]
No cais da cidade onde o sol se põe diferente, eu espero sem prometer
[Verse 1]
Anos passaram como água que não volta, fiz meu caminho longe do verão
Te encontrei sorrindo, mas o tempo afundou a nossa canção
A pele reconhece o sonho, o resto é silêncio entre as ruas, esquinas e jeitinhos
[Pre-Chorus]
Você é quase estranho agora, cabelos ao vento de outra vida
Eu ri do que ficou pra trás, e a nostalgia me visita sem pedir licença
[Chorus]
Olé, quem somos agora? O riso ecoa de uma lembrança antiga
O abraço tenta voltar, mas encontramos o passado entre nós como uma ponte improvisada
O amor de verão vive na distância de onde ficamos, incompleto desatado
[Verse 2]
Cada passo no caminho revela a outra cidade que nos mudou
Eu guardei histórias que não cabem mais na nossa história de então
Te olhei e vi mil escolhas, rostos que sonhamos ser, destinos em fila
[Pre-Chorus]
Você é quase estranho agora, o passado pesa nos olhos que brilham de lembrança
A gente sorri de nervoso, como quem lê uma página amassada
[Chorus]
Olé, quem somos agora? O riso ecoa de uma lembrança antiga
O abraço tenta voltar, mas encontramos o passado entre nós como uma ponte improvisada
O amor de verão vive na distância de onde ficamos, incompleto desatado
[Bridge]
Quem foi você nas minhas mãos? Quem sou eu nos seus passos de hoje?
As ruas mudaram o mapa, mas a pergunta fica: ainda cabe o que não cabe mais?
[Chorus]
Olé, quem somos agora? O riso ecoa de uma lembrança antiga
O abraço tenta voltar, mas encontramos o passado entre nós como uma ponte improvisada
O amor de verão vive na distância de onde ficamos, incompleto desatado
[Outro]
Às margens de um reencontro, deixo o sonho seguir sem me prender ao que já foi
Talvez a beleza seja saber conviver com o que foi, sem apagar o que ficou