[Intro]
No brilho quebrado dos postes, a cidade respira devagar
Sussurros na garrafa, lembranças que se desfazem no olhar
[Verse 1]
A manhã dança entre nuvens de poeira, passos tortos no corredor
Rostos que passam como sombras, eu procurando um norte
O chão pede silêncio, mas o mundo não quer parar
É tudo tão inteiro e ao mesmo tempo tão a falhar
[Chorus]
Se eu fechar os olhos, ainda sinto o mar aqui dentro
Memórias desbotadas me puxam pro centro do vento
Preciso de uma âncora, alguém que me faça respirar
Entre o lembrar e o esquecer, volto a me reconhecer, devagar
[Verse 2]
Copo que brilha como lua, mas é só vidro a cintilar
Ruas são rios de gente, eu naufrago no tempo que quer passar
O vidro da vitrine reflete um eu que não sei quem é
Busco uma falha no caos para alguém me achar
[Chorus]
Se eu fechar os olhos, ainda sinto o mar aqui dentro
Memórias desbotadas me puxam pro centro do vento
Preciso de uma âncora, alguém que me faça respirar
Entre o lembrar e o esquecer, volto a me reconhecer, devagar
[Bridge]
Ondas de luz atravessam minhas paredes de silêncio
O mundo gira, eu espero, o equilíbrio fica insistente
[Chorus]
Se eu fechar os olhos, ainda sinto o mar aqui dentro
Memórias desbotadas me puxam pro centro do vento
Preciso de uma âncora, alguém que me faça respirar
Entre o lembrar e o esquecer, volto a me reconhecer, devagar
[Outro]
Quem me segura quando tudo evapora ao redor
Quero o chão firme, um canto onde eu possa acordar