[Intro]
Yeah...
O espelho nunca mente...
Mas também... nunca perdoa...
[Verso 1]
A luz morreu, o corredor desapareceu,
O chão virou pedra, o próprio ar adoeceu.
Cheiro de fumaça, carne queimada no ar,
Cada passo parecia o inferno despertar.
Uma porta rangia num compasso cruel,
Escondendo um porão sem espaço no céu.
Luz vermelha pulsando como um coração,
Cada batida alimentava a maldição.
Símbolos nas paredes escritos com dor,
Pareciam respirar, espalhando terror.
No centro do salão, preso por correntão,
Um espelho antigo esperando outra prisão.
[Pré-Refrão]
Quando olhou no reflexo... tudo parou...
Só ela apareceu... mais ninguém ficou...
Então uma voz saiu do vidro rachado...
"Ele ainda está preso..."
"Mas por pouco tempo..."
[Refrão]
Ecos de sangue... chamando meu nome...
Sombras antigas alimentando a fome.
Se o espelho olhar de volta pra você...
Talvez nunca mais consiga esquecer.
Ecos de sangue... presos na escuridão...
Cada alma perdida vive nessa prisão.
O tempo gira... mas nunca tem fim...
A casa escolheu você... assim como escolheu a mim.
[Verso 2]
Uma mão gelada segurou meu ombro,
O medo tomou conta de cada segundo.
A criatura rasgou o rosto que escondia,
Olhos negros escorriam agonia.
Corpo retorcido, feito dor sem fim,
Cada passo dela fazia o chão ruir.
Corri pro espelho tentando escapar,
Mas ele começou memórias a mostrar.
Nossa infância sorrindo no quintal,
Até virar um pesadelo sobrenatural.
Vi meu próprio rosto preso naquele lugar,
Condenado pra sempre a reviver e chorar.
[Ponte]
Uma voz surgiu no vazio...
"Esse espelho é uma prisão..."
"Toda alma levada..."
"Revive sua morte..."
"Outra vez..."
"E outra..."
"E outra..."
[Verso 3]
Foi quando o medalhão começou a brilhar,
O presente do Lucas voltou a despertar.
O mesmo símbolo gravado na parede,
Como se quebrasse uma antiga corrente.
Levantei o colar diante do espelho,
A criatura rugiu de puro desespero.
As correntes romperam com um som brutal,
As vozes gritavam num coro infernal.
O vidro explodiu feito