[Intro]
Vento na varanda, madeira rangendo o tempo
A lua observa o silêncio do sertão
[Verse 1]
Sentado no alpendre da cabana que já foi casa,
O vaqueiro velho ouve o vento que não perdoa a dor.
Amburana antiga cheira a sombra de lembranças,
Cada ramo seco traz o cheiro da mata ao redor.
[Pre-Chorus]
O tempo morde a minha pele, mas eu ainda sinto o chão
De pé na lembrança, eu volto ao rompante da visão.
[Chorus]
No ar ecoa o suspiro do passado que não volta,
E o vento traz memórias de palma e chuva na cachoeira.
Entre espinhos do mandacaru fica o chifre do zebu,
Guardando um tempo que se foi, ainda me chama.
[Verse 2]
As galhadas secas balançam palavras não ditas,
Sombra da brisa carrega o cheiro da mata aguda.
A água corre longe, mas a lembrança permanece,
Do riso antigo entre os homens da roça, da lama e da lua.
[Pre-Chorus]
Seus passos se foram, porém o cheiro ficou,
Na madeira da varanda, a história não se cala.
[Chorus]
No ar ecoa o suspiro do passado que não volta,
E o vento traz memórias de palma e chuva na cachoeira.
Entre espinhos do mandacaru fica o chifre do zebu,
Guardando um tempo que se foi, ainda me chama.
[Bridge]
Talvez amanhã a chuva lave o chão da lembrança,
Mas hoje ainda carrego o peso de cada dia antigo.
[Chorus]
No ar ecoa o suspiro do passado que não volta,
E o vento traz memórias de palma e chuva na cachoeira.
Entre espinhos do mandacaru fica o chifre do zebu,
Guardando um tempo que se foi, ainda me chama.
[Outro]
Meu coração é varanda, meu silêncio é campina,
E a noite fecha o véu sobre a minha pele cansada.