*(Intro)*
2 da manhã.
Olhos abertos.
Alma em motim.
*(Verso)*
Insónia crónica, retórica demoníaca,
mente supersónica, pulsão paranoica.
Vejo vultos na penumbra simbólica,
vida necrótica, raiva filosófica.
Cérebro em combustão psicótica,
fé catatónica, rua narcótica.
Ando lúcido na fase mais caótica,
frio cirúrgico, postura bélica.
Falam de paz — conversa irónica.
Nasci no breu, visão apocalíptica.
Trauma não dorme, torna-se estética,
dor transformada em métrica bélica.
*(Outro)*
E quanto mais a noite avança…
mais o monstro pensa.