A quadra ganhou outra vida,
quatro versos, frente a frente,
um lançava a sua ideia,
outro respondia de repente.
Não era palco nem concurso,
era palavra ao natural,
um dizia, outro ripostava,
num encontro de igual para igual.
Freestyle na veia, caneta na mão,
cada resposta nasce no momento,
do Alentejo de outros tempos
ao ritmo deste tempo.
Do despique ao improviso,
do verso ao freestyle,
a palavra muda o passo,
continua a caminhar.
Do Repente ao boom bap,
cada geração traz a voz,
mudam ritmos, mudam formas,
a poesia segue entre nós.
Um verso encontra outro verso,
numa conversa sem idade,
muda o ritmo, muda a forma,
fica a mesma vontade.
Do despique ao improviso,
do verso ao freestyle,
a palavra muda o passo,
continua a caminhar.
Do Repente ao boom bap,
cada geração traz a voz,
mudam ritmos, mudam formas,
a poesia segue entre nós.