[Intro]
Chega fim de mês, o calendário ri de mim
A carteira faz biquinho, meu bolso é jardim sem fim
[Verse 1]
No banco, o carimbo diz “amanhã” e eu já suspeito
Promessas de salário dançam na tela do fritar do peito
Contas vencidas sorriem, eu rio de nervoso
É o meu drama cotidiano, com humor delicioso
[Pre-Chorus]
O celular apita: “promoção imperdível” — eu acredito por 2 segundos
Aí vejo o preço real, volto pra minhas mãos vazias, bocejando segundos
[Chorus]
Eh, mês que não chega, risos na carteira vazia
Eu conto moedas como quem lê uma poesia enfraquecida
Promessa de pagamento, esperança que não se finda
Rimos juntos da espera, até o bolso entrar na linha
[Verse 2]
A conta do aluguel sorri com vitrolas de juros
Meu orçamento faz yoga, dobra, respira, e não vence
Café da semana vira banquete de criatividade
Entre grafites de cupons e risos de vaidade
[Pre-Chorus]
Eu volto a clamar pelo depósito que parece poético atraso
Enquanto meu estômago ensaia o solo de um samba frustrado
[Chorus]
Eh, mês que não chega, risos na carteira vazia
Eu conto moedas como quem lê uma poesia enfraquecida
Promessa de pagamento, esperança que não se finda
Rimos juntos da espera, até o bolso entrar na linha
[Bridge]
Cartão de crédito faz comédia stand-up no meu bolso
A data de pagamento é uma piada de humor rosnado
Mas a galera do grupo de mensagens se anima, respira fundo
Porque rir do aperto é o melhor remédio do nosso mundo
[Chorus]
Eh, mês que não chega, risos na carteira vazia
Eu conto moedas como quem lê uma poesia enfraquecida
Promessa de pagamento, esperança que não se finda
Rimos juntos da espera, até o bolso entrar na linha
[Outro]
Pode chegar, salário, chega! Enquanto não vem, seguimos com humor e fome de café
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