[Intro]
A lâmpada tremula na varanda, o tempo não diz a hora
O silêncio pesa com a chuva que ainda não vem
[Verse 1]
Fico olhando pela fresta, o mundo parece dizer “vai” e “fica”
Os minutos desenham espirais na ponta dos dedos
Quero acreditar, mesmo quando o coração aprendeu a duvidar
A porta permanece ligeira, quase sem som, quase sem prometer
[Chorus]
Ainda espero você chegar, mesmo quando o relógio mente
Apenas na borda entre o talvez e o já foi
Meu peito insiste em apostar na tua voz no corredor
E o vazio fica mais cheio do que a possibilidade
[Verse 2]
O resto da casa respira devagar, respira também minha dúvida
Se aparecer, será acaso ou destino, não sei dizer
Portas que andam soltas, janelas que guardam segredos
Eu segurando a minha própria respiração, com medo de o milagre não vir
[Chorus]
Ainda espero você chegar, mesmo quando o relógio mente
Apenas na borda entre o talvez e o já foi
Meu peito insiste em apostar na tua voz no corredor
E o vazio fica mais cheio do que a possibilidade
[Bridge]
Se aparecer, que seja claro como a chuva após o calor
Se não vier, que o silêncio tenha a gentileza de me avisar
[Chorus]
Ainda espero você chegar, mesmo quando o relógio mente
Apenas na borda entre o talvez e o já foi
Meu peito insiste em apostar na tua voz no corredor
E o vazio fica mais cheio do que a possibilidade
[Outro]
Entre esperar e aceitar, eu fico aqui, firme, paciente
A ambiguidade me ensina a respirar no meio do tempo