[Intro]
A sombra cai como chuva sobre o peito cansado.
Mas o chão não apaga o que ainda é sonho guardado.
[Verse 1]
Caiu o dia, caiu o riso, caiu o orgulho também,
Mas no pó da queda brota uma lâmina de talvez também.
Hospedou-se a dor em quem tentou voar sem ter asa,
Ainda assim escrevo no silêncio a forma de uma nova casa.
[Pre-Chorus]
Ao lembrar o peso, meus dedos seguram a lembrar,
Poema-peso que me guia a não desabar.
[Chorus]
Levo meus poemas como lembranças de cura,
São fogo que não se apaga, são água que educa a altura.
Mesmo o passado me dói, a memória não recua,
Eu levo o amanhã nas páginas que o tempo não destrói.
[Verse 2]
Quedas que já eram rios, dor que foi rio de sal,
Cada linha escrita é remédio que acalma o temporal.
Se a pele ainda arde, a esperança aprende a cantar,
Que a dor, quando partilha, pode o coração restaurar.
[Pre-Chorus]
No espelho dos dias vejo uma nova margem,
Um mapa de verso que me guia pela aragem.
[Chorus]
Levo meus poemas como lembranças de cura,
São fogo que não se apaga, são água que educa a altura.
Mesmo o passado me dói, a memória não recua,
Eu levo o amanhã nas páginas que o tempo não destrói.
[Bridge]
Cada queda ensinou a levantar com o verso na mão,
Cada lágrima desenhou o contorno da compaixão.
[Outro]
Se a dor retornar, eu volto a ler meu próprio coração,
E encontro, entre as linhas, a cura que não se foi.