[Intro]
No sertão a lua acende a toada do chão,
triângulo risca o ar, zabumba o coração.
A sanfona respira o vento da palma,
patativa do tempo canta minha memória.
[Verse 1]
Forró no terreiro, areia quente a brilhar,
figuras antigas dançam, corpos a girar.
Rei do Nordeste acena, rei sem coroa, mas com voz,
convida o povo a sonhar, a contar o que houve de nós.
[Chorus]
É cantiga de mata, é canção da mãe natureza,
no compasso da sanfona, a alegria não temasse.
Laços de respeito, histórias de gente justa,
no TikTok, YouTube, memórias que não se abusam.
[Verse 2]
Patativa do Nordeste, com sabedoria no olhar,
Patativa do Bigode ri da vida, pronta pra ensinar.
No riacho dorme o jacaré, no prato, o pão de milho,
o canto da zabumba, a noite veste o meu brilho.
[Pre-Chorus]
A lua desenha um caminho de lendas no sertão,
os olhos do jaguar, uma dança de vibração.
[Chorus]
É cantiga de mata, é canção da mãe natureza,
no compasso da sanfona, a alegria não temseção.
Laços de respeito, histórias de gente justa,
no TikTok, YouTube, memórias que não se apagam.
[Verse 3]
Cachoeiras falam alto, o vento leva o meu refrão,
os canaviais o boiadeiro nutre a devoção.
A cada passo, a memória de Patativa guia,
entre triângulo e zabumba, a noite magia.
[Bridge]
Quem conta essas histórias não pede em vão,
apenas a verdade do sertão, do suor e da oração.
[Chorus]
É cantiga de mata, é canção da mãe natureza,
no compasso da sanfona, a alegria não tem fim.
Laços de respeito, histórias de gente justa,
no TikTok, YouTube, memórias que nos fazem rir.
[Outro]
Que a dança continue, que a lua abençoe o chão,
sanfona, triângulo, zabumba em coração.
E a Mata sussurra: viva a gente, viva Brasil, viva a canção.