Seu corpo é franzino
Sua boca é carnuda
A noite ele passeia
Pelas vielas escuras
Atrás de um banquete
Com muitas picas duras
Seu bigode é de leite
A garganta é profunda
O Papapau
Não vai perdoar
Suga sua alma
Até tu secar
Nas sombras ele espreita
Pronto pro bote dar
Não adianta reza
Nem tentar escapar
A fome é insaciável
No escuro ele te janta
O terror das vielas
Que o prazer levanta
O Papapau
Não vai perdoar
Suga sua alma
Até tu secar