(BEAT: piano solitário, batida quebrada, sample de chuva, grave pulsante)
[VERSO 1]
Sou Korvus, sem porto, herdei só o sal
Pertenço a dois mundos, em nenhum sou normal
Minha mãe mortal me ensinou a lei
O mar cobra tudo e eu pago o que dei
Sou Tyfhir, a terra que ninguém quis
Meu filho carrega o mundo infeliz
Não pude salvá-lo, só amaldiçoei
Cada herdeiro divino pagou o que eu chorei
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[CORO]
Minha humanidade é o erro
O amor que não protege
O poder que tem preço
A mão que não segura
O grito que não chega
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[VERSO 2]
Sou Sentry, nasci forte demais
Meus tios me fizeram carregar o que faz
O mundo nas costas, correntes na alma
Ninguém perguntou se eu queria essa calma
Sou Proufound, o mar, o pacto, a dor
Minha lágrima mãe criou o que sou
Mas meu filho é errante, não posso segurar
O mar cobra tudo, até meu lugar
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[PONTE]
O escritor olha o espelho
Vê cada erro no verso
Korvus é seu pertencer
Tyfhir seu grito disperso
Sentry seu medo de ser
Forte demais pro universo
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[VERSO 3]
Sou Promega, semeio mundos, vou só
Meu filho colhe o que plantei depois
Sou Heksas, no céu, observo de longe
O olho que vê mas a mão não alcança
Sou Atlas, fogo que queima sem paz
Sou Vizkhor, a mentira que faz
Sou cada erro que tentei esconder
Sou cada deus que não quis saber
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[CORO FINAL]
Minha humanidade é a falha
O amor que chega tarde
O medo de ser visto
A força que ninguém guarda
O verso que eu insisto
Sou o escritor, sou o erro
Sou cada deus que errou
Minha humanidade é essa
O que não funcionou
(BEAT desvanece... uma caneta cai... silêncio)