[Verse 1]
Enviei carinho de madrugada
Pra ouvir seu silêncio com café
Devidamente alternados
Pra prevenir overdose de carinho
A esposa estranha o apetite
Acelerado logo cedo
Ela é calma para despertar
Um teatro de leques
Eu, pelo contrário
Trituro vocábulos
E palavras com rimo
Pra onde estou de ouvir
Não paro de falar bobagens
E criar histórias
Prática e manias
Sou absurdamente do critérios da reverências
[Pre-Chorus]
Uma delas é buscar
O jornal Zero Hora
Pra colher notícias
Nos princípios
A cena é lenta
E eu me reconheço
No intervalo
Entre o que falta e o que passa
[Chorus]
Zero Hora na mesa
Zero Hora, meu bem
Eu gosto das notas pequenas
Do que ninguém vê
Zero Hora na mesa
Zero Hora, meu bem
O sublime e o patético
Cabem tão bem
[Verse 2]
Eu me me senti adulto
Não quando tirei Bartô no encontro
E gostinho de sexo conveniente
Na borda do dia
Não tenho admiração
Pelas manchetes
Tenho paixão às pequenas notas de anúncios
Enredos critérios e com relevância
Ao que mostra
O sublime e o patético
Da nossa condição
Dessa distância
E aquele registro
Que fez deseja algo grande destaque de porém não foi desprezado
Fica no fundo do bolso
Como quem sabe esperar
[Pre-Chorus]
Uma delas é buscar
O jornal Zero Hora
Pra colher notícias
Nos princípios
A cena é lenta
E eu me reconheço
No intervalo
Entre o que falta e o que passa
[Chorus]
Zero Hora na mesa
Zero Hora, meu bem
Eu gosto das notas pequenas
Do que ninguém vê
Zero Hora na mesa
Zero Hora, meu bem
O sublime e o patético
Cabem tão bem
[Bridge]
Minha calma é desajeitada
Mas não finge ser final
Eu coleciono migalhas
De um mundo editorial
Se a manhã me acha estranho
Eu devolvo com humor
Porque até o que é miúdo
Tem sua ordem, seu valor
[Chorus]
Zero Hora na mesa
Zero Hora, meu bem
Eu gosto das notas pequenas
Do que ninguém vê
Zero Hora na mesa
Zero Hora, meu bem
O sublime e o patético
Cabem tão bem