(Verso 1)
As janelas choram gotas de luar,
Enquanto o vento repete teu adeus.
Minha sombra tenta te alcançar,
Mas só encontra os ecos dos olhos teus.
As flores morreram antes do inverno,
O relógio esqueceu de respirar.
Desde que partiste para o silêncio,
Nem o céu quis mais amanhecer no mar.
(Pré-Refrão)
Se ainda ouves minha voz,
Responde ao menos uma vez.
O vazio sabe teu nome,
Mas nunca responde por você.
(Refrão)
Fica mais uma noite em meus sonhos,
Mesmo que a aurora te leve outra vez.
Meu coração ainda acende velas
Para um amor que ninguém desfez.
Se o destino rasgou nossa história,
Eu junto as páginas pelo chão.
Porque até as cinzas da memória
Ainda queimam dentro do meu coração.
(Verso 2)
A chuva veste teu antigo perfume,
E a cidade inteira aprende a sofrer.
Cada rua guarda um pedaço teu,
Que nem o tempo consegue esconder.
Beijei o frio pensando ser tua pele,
Abracei o vento chamando teu nome.
Mas a noite apenas sorriu em silêncio,
Enquanto a saudade me consumia sem fome.
(Pré-Refrão)
Te procurei nas estrelas mortas,
Na fumaça das antigas promessas.
Mas o amor também aprende
A sobreviver entre ruínas e pressas.
(Refrão)
Fica mais uma noite em meus sonhos,
Mesmo que a aurora te leve outra vez.
Meu coração ainda acende velas
Para um amor que ninguém desfez.
Se o destino rasgou nossa história,
Eu junto as páginas pelo chão.
Porque até as cinzas da memória
Ainda queimam dentro do meu coração.
(Ponte)
Se existir um lugar onde o tempo esquece,
Guarda um espaço ao teu lado para mim.
Não para fugir da dor que permanece,
Mas para lembrar onde tivemos um fim.
Talvez amar seja isto...
Continuar ouvindo uma voz
Que já não pode voltar.
(Outro – sussurrado)
Ainda deixo a porta entreaberta...
Não porque espero tua volta...
Mas porque uma parte de mim...
Nunca conseguiu dizer...
Adeus...