[Intro]
Sombra no corredor, o silêncio pesa como lã
O vidro da janela guarda um retrato que não quer virar
[Verse 1]
Ele diz que é assim, que não é o que parece ser
Mas o coração sabe o que não pode esconder
Rostos em casa, perguntas que não querem calar
Um segredo que brilha quando ninguém está lá
[Pre-Chorus]
A vergonha aperta o peito, chiclete grudado na voz
O que é de verdade vive entre o medo e a às vezes
[Chorus]
Eu sou quem eu sou, mesmo quando não me veem
Eu sinto a pele dizer verdades que não cabem no papel
Tiro a maquiagem da mãe que tenta me vender um rótulo
E descubro a coragem que mora no meu próprio olhar
[Verse 2]
Os passos parecem pesados quando a cidade acorda
A mão treme, o peito grita por uma imagem mais clara
O mundo girando em volta de um jeito que não é meu
Mas o silêncio muda quando eu deleto o que sou
[Pre-Chorus]
A vergonha ainda sussurra, mas a voz cresce devagar
Eu encontro amigos na tela que sabem me escutar
[Chorus]
Eu sou quem eu sou, mesmo quando não me veem
Eu sinto a pele dizer verdades que não cabem no papel
Tiro a maquiagem da mãe que tenta me vender um rótulo
E descubro a coragem que mora no meu próprio olhar
[Bridge]
Dói, às vezes, seguir sozinho até o final do dia
Mas a verdade é um fogo que não faz mais mal me ver
[Chorus]
Eu sou quem eu sou, mesmo quando não me veem
Eu sinto a pele dizer verdades que não cabem no papel
Tiro a maquiagem da mãe que tenta me vender um rótulo
E descubro a coragem que mora no meu próprio olhar
[Outro]
Agora eu começo a respirar sem culpa, sem medo de ser; sem medo de ser eu