[Intro]
Passos que respiram entre mim e a mim mesmo
O tempo estica e dobra, como um acorde de ponteiro
[Verse 1]
Nos salões da memória, eu abraço o ser que já fui
Cartas de veludo e falas que o tempo não apagou
Mas o novo eu surge, com arranhões de luzes de neon,
Quer espaço na dança, quer mudar meu paradeiro.
[Pre-Chorus]
Cada rotação é um dilema, cada passo, uma decisão,
Quem fica no centro da pista, quem abre mão da canção.
[Chorus]
Vem, velho e novo eu, a dança não cabe sem você
Entrelaçados no compasso de quem já viu demais
Se a vida é expansão, por que não caber inteiro?
Se o espaço é meu, eu o tomo com passos de aço e fé.
[Verse 2]
O espelho responde com água fria e um sorriso torto,
Mostrando as rugas que brilham quando o sonho faz o giro.
O futuro entra pela porta estreita do coração,
E o passado estende a mão, pedindo outra música.
[Pre-Chorus]
Cada giro revela um segredo que o silêncio velou,
Quem segura o tempo, quem entrega o que restou.
[Chorus]
Vem, velho e novo eu, a dança não cabe sem você
Entrelaçados no compasso de quem já viu demais
Se a vida é expansão, por que não caber inteiro?
Se o espaço é meu, eu o tomo com passos de aço e fé.
[Bridge]
No meio da pista, o coração escolhe o tempo,
Nem o mundo inteiro cabe na palma do meu momento.
[Chorus]
Vem, velho e novo eu, a dança não cabe sem você
Entrelaçados no compasso de quem já viu demais
Se a vida é expansão, por que não caber inteiro?
Se o espaço é meu, eu o tomo com passos de aço e fé.
[Outro]
E se o espaço range, ainda danço com o meu começo,
Chamando o amanhã para dançar junto comigo no tempo.