[Intro]
Luz piscando, o salão respira em cores de neon
Convites na mesa, todos sabem a hora de dançar dançarina
O violão no canto desafina, mas canta o coração
[Verse 1]
Pessoas dançam, balançando ao som da banda da esquina
Risos que grudam na pele, passos marcados na madeira antiga
Colírio na mesa, vidro brilhando, segredos que ninguém revela
A vizinhança cochicha histórias de brigas e de vizinhos em tensão
[Chorus]
A gente busca um jeito de sair do salão, só um passo pra trás
Como costela na brasa, o cheiro chama pra casa
Crianças brincam na chuva lá fora, esperança a cada pingar
O sonho de uma saída, de uma nova rua pra andar
[Verse 2]
Convites chegando, olhos cintilam, música que não quer parar
Carreira musical no peito, sonho que insiste em nascer
Entre mesas de família, o arroz, a carne, a risada que não corta
Brigas de parede, sussurros no corredor, o silêncio que aperta
[Bridge]
O violão acorda, cordas de noite, lembranças de quem já ficou
A cada acorde, uma história de casa que não se apaga
[Chorus]
A gente busca um jeito de sair do salão, só um passo pra trás
Como costela na brasa, o cheiro chama pra casa
Crianças brincam na chuva lá fora, esperança a cada pingar
O sonho de uma saída, de uma nova rua pra andar
[Verse 3]
Convites se repetem, o salão parece um mapa de rosto e voz
Tenta-se rir, tenta-se fechar as feridas com gente que não cansa
Mas o clima esfria, a vizinhança briga e o vento leva a promessa
E ainda há um brilho no olhar, a pista que não quer acabar
[Chorus]
A gente busca um jeito de sair do salão, só um passo pra trás
Como costela na brasa, o cheiro chama pra casa
Crianças brincam na chuva lá fora, esperança a cada pingar
O sonho de uma saída, de uma nova rua pra andar
[Outro]
Ao fim, as portas entreabriram, luz da rua entra devagar
O violão guarda a melodia, a cidade acorda devagar
Quem sabe amanhã, no novo passo, a vida volta a bailar