[Intro]
No Maranhão, a cidade sussurra nomes que parecem fáceis de esquecer, mas não se calam.
[Verse 1]
dente de gente bota sorriso de praça, prometeram pão, pão, pão, mas era só pão de açúcar no bolso do rei.
Pau de gato na calçada, afiando promessas que riscam o mapa da cidade, ninguém vê quem manda.
Bebê que chora no colo de um acordo, cresce ouvindo o barulho dos guarda-chuvas de poder.
Farmácia de remédios de mentira: curas mágicas para o voto cansado, receita assinada em segredo.
Escola de fachada, quadros-negros gravam nomes de quem lucra com a nossa dúvida.
[Pre-Chorus]
Os nomes aparecem na tela, mas as palavras viram moeda de troca.
Quem paga a conta lê o recibo, quem assina não vê o que fica escondido.
[Chorus]
Coração desconfiado, voto apertado, meu olho não consignou teu pacto.
Entre dente, pau de gato e bebê, a cidade pergunta: quem realmente manda?
Brotam alianças como erva daninha em terreno público, quem lucra é quem cala a boca.
Denúncia é semente que enfrenta o vento: floresce quando o povo sabe perguntar.
[Verse 2]
Pessoas grafadas em esquemas, letras riscadas no caderno da cidade.
Farmácia de promessas que cura apenas a dor do bolso, não a notícia que nos liberta.
Escola pública batida de desculpas, quadro negro com fotos de quem troca votos por favores.
Forró de interesses: todo passo de dança parece alegre até notar o compasso do dinheiro.
[Pre-Chorus]
Alianças que brilham no palanque, sombras se movem atrás do microfone.
Quem vota hoje paga amanhã o aluguel deste castelo de areia.
[Chorus]
Coração desconfiado, voto apertado, meu olho não consignou teu pacto.
Entre dente, pau de gato e bebê, a cidade pergunta: quem realmente manda?
Brotam alianças como erva daninha em terreno público, quem lucra é quem cala a boca.
Denúncia é semente que enfrenta o vento: floresce quando o povo sabe perguntar.
[Bridge]
Não é jaguar, é máscara: o riso invisível que esconde o que vai acontecer.
Cada casa tem uma história marcada pela tinta da manipulação, pela memória do voto.
[Chorus]
Coração desconfiado, voto apertado, meu olho não consignou teu pacto.
Entre dente, pau de gato e bebê, a cidade pergunta: quem realmente manda?
Brotam alianças como erva daninha em terreno público, quem lucra é quem cala a boca.
Denúncia é semente que enfrenta o vento: floresce quando o povo sabe perguntar.
[Outro]
Se a praça é palco, o público é cúmplice: a responsabilidade do voto é luz que não se apaga.
Não calem a verdade, que o dente morde a mentira e o peito arroteia a verdade escondida.