[Intro]
Luz suave no quarto, o tempo parece ouvir
O silêncio respira comigo
[Verse 1]
Ela está deitada, presa na cama que não quer ceder
Braços amarrados, o peso do medo a fazer tremer
Ela clama por ajuda, a voz quase se desfaz em rouxinol ofegante
Entre as cortinas, o mundo parece ter parado de falar
[Pre-Chorus]
Na sombra da porta, um chapéu aparece de repente
Prometendo uma saída improvável, talvez salvadora
[Chorus]
Não é apenas sonho que se insinua no ar
"vamos sair desta!" — ele murmura, talvez para acreditar
Se a rota é estranha, ainda assim é uma rota para seguir
Vamos respirar fundo e deixar o medo se atenuar
[Verse 2]
O homem de chapéu estende a mão, um mapa que não cabe na sala
Diz que existe uma saída que o mapa não lembra de anotar
Ela hesita, respira, o coração aprende a escutar
Mesmo que pareça absurdo, as paredes começam a cantar
[Pre-Chorus]
Ele sorri, a promessa parece clara, a coragem volta a pulsar
Juntos, dão o primeiro passo para tentar
[Chorus]
Não é apenas sonho que se insinua no ar
"vamos sair desta!" — ele repete, confiando no olhar
Se a rota é estranha, ainda assim é a rota que pode partir
E o quarto se torna ponte para o que está por vir
[Bridge]
Se a saída for vento, ainda vale o caminhar
Segura firme na promessa, deixa o medo vacilar
Quando a porta range, a luz finalmente quer entrar
A sala muda de cor, a liberdade começa a cantar
[Chorus]
Não é apenas sonho que se impõe no ar
"vamos sair desta!" — o eco responde, a esperança a guiar
A saída pode ser improvável, mas nos levará além
E o silêncio que ficou, hoje aprende a cantar também
[Outro]
O quarto se desfaz em brisa leve, eles vão brindar
A noite que foi prisão se transforma em novo lugar para respirar