[Intro]
Suma a luz na beira do cais, Fank some de leitoras sombras
O relógio respira devagar, a cidade respira mais silêncio
[Verse 1]
Fank caminha entre ruínas de sonhos, dedos frios no vidro
O segredo bate no peito, quase um sussurro sem abrigo
Quem é esse rosto que muda quando o vento muda de lado?
A curiosidade me prende, como a água que não quer sair da margem
[Pre-Chorus]
O que ele diz não diz tudo, há um mapa tremido no olhar
O envio de uma mensagem que não vem, só pode esperar
[Chorus]
Fank, personagem no limiar, entre o claro e o não visto
Transforma-se sem avisar, carregando um mistério em gestos
Seus passos perguntam quem é o meu próprio rosto
E o silêncio responde que tudo pode começar outra vez
[Verse 2]
As paredes sussurram pistas, cada eco é uma vela acesa
Ele troca de pele como quem troca de roupa na pressa
No peito, uma bússola que aponta para o que não se revela
A solidão dança com a curiosidade numa sala quase inteira
[Pre-Chorus]
O que ele diz não diz tudo, há um mapa tremido no olhar
O envio de uma mensagem que não vem, só pode esperar
[Chorus]
Fank, personagem no limiar, entre o claro e o não visto
Transforma-se sem avisar, carregando um mistério em gestos
Seus passos perguntam quem é o meu próprio rosto
E o silêncio responde que tudo pode recomeçar outra vez
[Bridge]
Entre sombras ele respira, entre perguntas ele se transforma
Se eu tocar o que não vejo, talvez eu entenda a forma
Mas o envio fica suspenso, no fio entre o medo e o afeto
A história não termina: apenas muda o rumo do vento
[Chorus]
Fank, personagem no limiar, entre o claro e o não visto
Transforma-se sem avisar, carregando um mistério em gestos
Seus passos perguntam quem é o meu próprio rosto
E o silêncio responde que tudo pode recomeçar outra vez
[Outro]
Fank desaparece na linha onde o privilégio é não revelar
E eu sigo, com a vontade de entender, sem nunca tocar o final