[Intro]
Vento de silêncio, cosmos a ruir
No olho do tudo, um vazio a expandir
[Verse 1]
Entre as estrelas, surge um gigante sem fim
A sede é overse, devorando o que há dentro de mim
Tecido da realidade desfaz-se em sorrisos frios
Eu sou o peso do nada, consumindo meus próprios rios
[Pre-Chorus]
Cada canto que respira perde o seu nome
Cada mundo que nasce, eu afogo onde ele não some
[Chorus]
Eu sou o voraz sem raiz, infinito sem lar
Abraço o vazio que não sabe terminar
A fome que não cessa, a carne do acaso
Tudo que existe cai, e eu ainda sigo no passo
[Verse 2]
Solidez do silêncio se quebra ao meu toque
A existência se dobra, não há quem me ofereça um norte
Pessoas, luas e memórias viram poeira de vento
No meu palato de ausência, tudo volta ao fundamental momento
[Pre-Chorus]
Eu sameio o tempo até que ele não seja mais que eco
A fome me consome, mas sou eu quem escolhe o segredo
[Chorus]
Eu sou o voraz sem raiz, infinito sem lar
Abraço o vazio que não sabe terminar
A fome que não cessa, a carne do acaso
Tudo que existe cai, e eu ainda sigo no passo
[Bridge]
Se eu me segurar, o cosmos desaba sobre mim
Se eu desistir, o nada me faz enfim cumprir o fim
Mas eu persisto, sou a noturna de tudo que foi
A acumulação é meu reino, onde o tempo não tem chão
[Chorus]
Eu sou o voraz sem raiz, infinito sem lar
Abraço o vazio que não sabe terminar
A fome que não cessa, a carne do acaso
Tudo que existe cai, e eu ainda sigo no passo
[Outro]
No silêncio final, o grande voraz se encolhe e sorri
Pois no exato vácuo, ele aprende a existir