[Intro]
No silêncio, a sombra se revela
[Verse 1]
Entre as frestas do meu peito, surge um clarão sem pressa
Um lírio branco, leve, nascendo no espaço que era vazio
Olhos azuis, dois faróis que não deixam me perder
A luz vem sem ruído, dissolvendo o medo que insistia
[Pre-Chorus]
O passado era grafite escuro na parede da cidade
Mas a flor brilha, pinta o que eu não via, me faz acreditar
[Chorus]
Derrama-se a manhã onde havia a noite
O lírio acende meu chão, meu peito acorda
Olhos azuis testemunham o novo nascer
Vejo brilho onde antes era abismo, eu posso ver
[Verse 2]
Caminho por ruínas de auto-aversão com passos mais brandos
Cada pétala é um suspiro de cura que encontra o tempo
O vazio se rende à memória de um futuro possível
A graça chega em silêncio, como água que renasce o rio
[Pre-Chorus]
O peso não some, ele se transforma em desejo de viver
A flor insiste, me convida a crer no que ainda pode ser
[Chorus]
Derrama-se a manhã onde havia a noite
O lírio acende meu chão, meu peito acorda
Olhos azuis testemunham o novo nascer
Vejo brilho onde antes era abismo, eu posso ver
[Bridge]
Se a sombra retornar, eu trago a flor comigo
Ela guia meu rosto para a luz que não se apaga
Curo o que ficou de dor com a simples certeza
Que o mundo pode ser visto de novo através dos seus olhos
[Chorus]
Derrama-se a manhã onde havia a noite
O lírio acende meu chão, meu peito acorda
Olhos azuis testemunham o novo nascer
Vejo brilho onde antes era abismo, eu posso ver
[Outro]
Agora sei existir: com a flor, com o olhar
A escuridão perde o mapa, a esperança vem me guiar