[Intro]
Coração do sertão, voz que não se cala
[Verse 1]
Lá em Cerro Corá tem um cabra conhecido,
João Batista é o nome, mas Joca é preferido,
Homem sério, olho claro, jeito observador,
Mas quando abre a conversa, vira logo um contador!
[Verse 2]
Fala de política, do mundo e do sertão,
Tem teoria guardada dentro do coração,
Se juntar dois ou três, ele puxa uma cadeira,
E a conversa vai longe, atravessa a noite inteira!
[Chorus]
Ê Joca, puxe a prosa aí,
Que o assunto nunca tem fim,
Na mesa ou na calçada,
Sempre tem história animada assim!
Ê Joca, com a turma e o bilhar,
Tacando ficha e rindo sem parar,
Entre um papo e outro ele diz:
“Preste atenção que eu vou lhe explicar!”
[Verse 3]
Tem Neném do seu lado, companheira de fé,
Que conhece bem Joca, sabe bem como ele é,
Homem de palavra, de postura e tradição,
Mas não perde uma prosa nem um jogo de mão!
[Verse 4]
Na sinuca ele é firme, mira bem no alvo,
A fala segura, o sorriso é o pavio curto,
Quando ele abre a mesa, o tempo fica devagar,
E o sertão inteiro parece se alinhar.
[Chorus]
Ê Joca, puxe a prosa aí,
Que o assunto nunca tem fim,
Na mesa ou na calçada,
Sempre tem história animada assim!
Ê Joca, com a turma e o bilhar,
Tacando ficha e rindo sem parar,
Entre um papo e outro ele diz:
“Preste atenção que eu vou lhe explicar!”
[Outro]
E assim segue a prosa, noite adentro a rir,
O cabra de Cerro Corá deixa a vida explicar