[Intro]
Em um mundo que gira ao contrário, eu caminho devagar
As cores que amam o olho, parecem pedem para calar
[Verse 1]
O mundo é azul como o peito do oceano, tão brilhante
Lagos sussurram segredos de uma fuga que não vem
Cada onda desenha portas que não se abrem, nem um instante
E eu fico entre o brilho e o vazio que o silêncio tem
[Chorus]
Quero uma brecha no azul, um espaço para respirar
Um sopro de vento que me leve pra além do mar
Mas o mapa não tem linhas que me deixem sair
No mundo invertido, só resta aprender a esperar
[Verse 2]
As cidadezs de vidro refletem um céu que não existe
Os caminhos parecem espelhos que retornam meu olhar
A beleza esconde a saída, guarda bem cada triste pista
E a minha melancolia cresce quando penso em sonhar
[Chorus]
Quero uma brecha no azul, um espaço para respirar
Um sopro de vento que me leve pra além do mar
Mas o mapa não tem linhas que me deixem sair
No mundo invertido, só resta aprender a esperar
[Bridge]
Se a saída é apenas uma lembrança que não alcanço
Se o silêncio é a chave que não cabe na minha mão
Eu danço entre as águas que brilham sem libertação
Esperando o dia em que o azul abrafalar minha prisão
[Chorus]
Quero uma brecha no azul, um espaço para respirar
Um sopro de vento que me leve pra além do mar
Mas o mapa não tem linhas que me deixem sair
No mundo invertido, só resta aprender a esperar
[Outro]
E quando o azul não ficar tão doce, talvez haja um modo
De encontrar a margem, de nascer de novo o nosso pôr-do-sol
Até lá eu sigo, com a coragem de quem ainda espera
No mundo que gira, a esperança não morre de vergonha