Brasil com S...
No peso da cidade, o chão registra vidas em silêncio
Vozes que ninguém ouve, passos marcados pelo tempo
No asfalto quente, histórias que o mapa não mostra
Meninas vendem seus corpos,uma forma de se alimentar
Olham o céu pela fresta, buscam sonhos de terem dinheiro e sair da miséria
Enquanto os pais se afundam em brogas,crianças são obrigadas há trabalharem,perdendo sua infância mas já entendendo como o Brasil com S funciona
[Verse2]
Na periferia, a criança aprende a contornar a dor
Trabalha o dia inteiro, o riso é moeda que não sobra
A escola fecha cedo, a promessa fica no episódio repetido
E a cidade segue com o peso de cada ferida não tocada
Coração que pulsa na contramão da notícia
História real que corta como lâmina de aço
Se eu disser que é ficção, ainda não entendi a dor
Quem vive na margem carrega a vida sem clemência
[Verse 3]
Mulheres enfrentam a noite com coragem que não cabe em bolso
Marcas invisíveis, coragem que insiste em ficar de pé
O jornal grava nomes, mas a vida grava mais profundo
É a luta diária por uma esquina com um pouco de dignidade
O Brasil não é só festa, é também chaga que precisa de cura
Comunidade que se ergue entre poeira e esquinas de pão sincero
Relatos que queimam, cartas empoeiradas de lembrança sombria
Mas a resistência acende em cada esquina, em cada casa simples
Se olhar com empatia, as ruas viram memória que quer ser ouvida
Se ouvir com cuidado, a cidade diz onde dói, onde canta
[Chorus]
Coração que pulsa na contramão da notícia
História real que corta como lâmina de aço
Se eu disser que é ficção, ainda não entendi a dor
Quem vive na margem carrega a vida sem clemência
[repete o refrão]
Que a gente veja, que a gente registre, que a gente não fuja
Que a história não seja apenas dados, mas pessoa que respira