*(Verso 1)*
Dizes pouco, mas eu entendo,
no silêncio há tanto a dizer.
Quando ris e olhas de lado,
já sei tudo sem perceber.
Ficas no “hum hum” baixinho,
como quem não quer mostrar,
mas no meio desse jeito
há um mundo por falar.
*(Refrão)*
Esse teu “hum hum” diz mais
do que mil palavras soltas no ar,
é um quase, é um talvez,
é um medo de se entregar.
E eu fico aqui, devagar,
sem querer apressar nada em ti…
porque nesse “hum hum” teu,
eu sinto que também há um pouco de mim.
*(Verso 2)*
Não precisas de promessas,
nem de tudo explicar,
há coisas que só o tempo
é que sabe revelar.
E se um dia disseres tudo,
ou se ficares assim…
eu aprendo esse teu jeito
e deixo o resto vir.
*(Final)*
Porque às vezes o amor
não precisa de dizer “sim”…
fica ali no meio do silêncio,
num simples “hum hum” sem fim.