[Verse 1]
Não foi erro de percurso, nem falta de saber
Foi a maldade pura, o prazer de ver sofrer
Um bando de covardes, com a alma em decomposição
Cercaram a inocência, sem rastro de compaixão
Orelha, tu que ouvia o mundo com ternura
Sentiu o peso seco da mão que é tortura.
[Chorus]
É um grito que entala na garganta
Quem fere o indefeso não fica ileso
Orelha, teu nome é bandeira de clamor
[Verse 2]
Dizem que são jovens, pedem compreensão
Mas quem mata o indefeso não tem coração
O sangue no asfalto não limpa com a chuva
A covardia deles não cabe numa luva
Queremos o peso da lei, o rigor do castigo
Pois quem fere um bicho, não é nosso amigo.
[Bridge]
Onde estava a educação? Onde estava o freio?
Quando a crueldade virou o novo recreio?
Orelha, descanse onde o medo não entra
Pois aqui a nossa revolta se ergue sem trégua
[Chorus]
É um grito que entala na garganta
Quem fere o indefeso não fica ileso
Orelha, teu nome é bandeira de justiça
[Outro]
Que a compaixão volte a caminhar
E que a justiça permaneça em cada lar