[Intro]
Silhuetas na névoa, passos de chuva, começo incerto
Um menino na praça, olhos que cobiçam o invisível
[Verse 1]
O jovem adivinho de rua, Klein, sonha com o que ainda não sabe nomear
Cartas surradas, máscaras no rosto, ele aprende a escutar o vento falar
Cada suspiro é um mapa que desdobra mistérios pela cidade de Tingen
A primeira farsa que ele lê é a própria sombra, que lhe promete um reino secreto
[Pre-Chorus]
Entre dedos que tremem, coragem tímida, ele escolhe perguntar ao acaso
[Chorus]
A máscara cai, surge o peso antigo, o vazio que tudo busca preencher
Ele aprende a falar com o invisível, e o invisível responde, com justiça e silêncio
Somos testemunhas do que o tempo pode exigir, do que a dor pode começar
[Verse 2]
As ruas o moldam: becos, enigmas, um segredo que brilha sob a lua fria
Cada batalha mental é um golpe na carne da dúvida, cada vitória, uma ferida que cura lentamente
Ele troca risos por juramentos, troca a juventude por um pacto com o peso das coisas não ditas
A cidade respira sob seu manto de segredos; Klein veste a primeira cor da ambição e do risco
[Pre-Chorus]
Os inimigos são portas que se abrem apenas para quem sabe ouvir o sussurro do destino
[Chorus]
A máscara impõe mais camadas, o medo se transforma em poder, o segredo vira reino
Ele aprende a conduzir a tempestade, a fazer o mundo templar diante de um olhar de aço
Somos testemunhas do que o tempo pode exigir, do que a dor pode começar
[Verse 3]
Agora ele é senhor dos mistérios, ainda que a máscara cante uma melodia de dor doce
Batalhas se acendem como constelações, pactos racham o silêncio com trovões de vidro
Sacrifícios caem como folhas pesadas; amigos vão, promessas ficam, e o coração aprende a governar
A cidade curva-se diante do peso que não se curva, Klein ergue o bastão do conhecimento
[Bridge]
Cenas de triunfo e ruína entrelaçam-se; a majestade chega com um silêncio que consome toda culpa
Ele encara o próprio eco, percebe que o poder é apenas uma ponte entre desejo e responsabilidade
[Chorus]
A máscara brilha sob a lua, e o peso se torna coro: rei que leva o fardo de todos
O silêncio responde com um rugido antigo, e a cidade aprende a temer e confiar ao mesmo tempo
Somos testemunhas do que o tempo pode exigir, do que a dor pode começar
[Outro]
No último fôlego, Klein olha Tingen: não é o fim, mas o começo de um senhor de mistérios
Coroa de sombras repousa sobre a cabeça, a jornada pesa, e a noite aprova seu juramento