[Intro]
No coração da cidade, a praça respira devagar,
Luzes pendem como frutos, convidando a ancorar o olhar.
[Verse 1]
Criadas de vento, as esquinas guardam histórias
De gente que passa duas vezes, uma vez com medo, outra com ardor.
Um garfo de risos, uma calçada de memórias,
O café marca o tempo, o coração lazarenta o odor.
[Verse 2]
Entre rostos familiares, há perguntas no ar: quem somos aqui,
Em que esquina o destino resolve beber um gole de nós?
Um sorriso troca-se por sombra, o cotidiano é uma lição sutil,
E cada encontro parece uma vela acesa que não sabe onde pousar.
[Chorus]
Vivo aqui, no meio do meu mapa, aprendendo a respirar,
A curiosidade é janela, a comunidade é o lugar para ficar.
Os passos se encontram na praça, como passos de quem quer conversar,
E o silêncio diz: estou contigo, neste lugar que sabe te esperar.
[Verse 3]
Uma bicicleta passa, o sino da escola chama distante,
Uma criança pula poças de água, a rua aprende a sussurrar.
Os primeiros olhos curiosos surgem, perguntando o que estamos buscando,
E eu descubro que o lar é feito de quem sabe ouvir o lugar respirar.
[Bridge]
Entre portas entreabertas, histórias cruzam o ar,
Cada rosto é uma janela para um mundo que se revela devagar.
[Chorus]
Vivo aqui, no meio do meu mapa, aprendendo a respirar,
A curiosidade é janela, a comunidade é o lugar para ficar.
Os passos se encontram na praça, como passos de quem quer conversar,
E o silêncio diz: estou contigo, neste lugar que sabe te esperar.
[Outro]
Que cada dia tenha cheiro de café e chuva, de risos que voltam a chamar,
Que a cidade nos encontre no tempo certo, para juntos simplesmente ficar.