[Intro – voz rouca, quase falada por cima de batida baixa]
É nóis na pista, irmão...
Vidro fumê, cidade dormindo...
Só o ronco do motor e o brilho do teu olhar...
Vamo nessa...
[Refrão – eletrônica frenética entra pesada, flow acelerado]
Viajo entre cidades, vielas escuras, dirigindo minha vida na noite pura
Cidade tá fechada, território brasileiro, farol cortando o breu como um guerreiro
Entre desejo agradável de vida, entre o destino que o teu olho me guia
Parece um eclipse bem lindo, quando tu me olha o mundo fica suspenso, caralho!
[Verso 1 – flow médio, pesado, com graves estourando]
Tô no volante, mão na marcha, mente voando longe das quebrada
Pneu cantando no asfalto frio, escapamento cuspindo fogo na madrugada
De Cristinápolis até o fim do mundo, ou só até o próximo sinal apagado
A vida é uma estrada cheia de curva, mas teu sorriso é o farol que eu nunca apago
Vielas estreitas, sombra dos postes, neon refletindo no capô do meu carro
Desejo de viver gostoso, sem freio, curtindo o agora sem pensar no amargo
O vento bate no rosto, cheiro de chuva misturado com gasolina
Tu no banco do carona, olhando pra mim... e o tempo para, menina
[Pré-refrão – batida corta um pouco, voz mais íntima]
E o teu olhar...
É tipo eclipse, escurece tudo mas ilumina minha alma
Não precisa de vagalume, cê já acende o caminho com calma
[Refrão – explode de novo, ainda mais frenético]
Viajo entre cidades, vielas escuras, dirigindo minha vida na noite pura
Cidade tá fechada, território brasileiro, farol cortando o breu como um guerreiro
Entre desejo agradável de vida, entre o destino que o teu olho me guia
Parece um eclipse bem lindo, quando tu me olha o mundo fica suspenso, caralho!
[Verso 2 – flow mais rápido, eletrônica acelerando]
Noite fechada, mas o peito tá aberto, correndo atrás do que a vida oferece
Não é ostentação vazia, é conquistar o que o destino merece
De Sergipe pro Brasil inteiro, viela por viela, eu traço meu roteiro
Com o som no talo,