[Verso 1]
Houve dias em que o sol não quis nascer,
E eu escondi as lágrimas para ninguém perceber.
Sorri por fora, por dentro a desabar,
Mas havia duas razões que me faziam levantar.
Passei noites abraçada ao silêncio,
Com mil pensamentos perdidos no tempo.
Aprendi que nem todo amor sabe cuidar,
E que às vezes é preciso partir para respirar.
[Pré-refrão]
Eu perdi pedaços de mim pelo caminho,
Conheci a dor, conheci o vazio.
Mas quando pensei que não conseguia mais,
Ouvi duas pequenas vozes a dizer: “Mãe, estás aí?”
[Refrão]
E eu levantei… mesmo sem forças para andar,
Chorei… mas não deixei de lutar.
Por mim, por eles, pelo amanhã,
Mesmo ferida, eu fui ficando de pé outra vez.
Eu sou mulher, sou mãe, sou guerreira,
Caí tantas vezes, mas não fiquei na poeira.
Podem tirar-me muita coisa da vida,
Mas nunca vão tirar a minha força de seguir em frente.
[Verso 2]
Aprendi que respeito não se pede,
Que confiança não se implora, acontece.
Não preciso de alguém para me salvar,
Aprendi sozinha a reconstruir o meu lugar.
Tenho cicatrizes que ninguém consegue ver,
Histórias que só eu sei o quanto fizeram doer.
Mas cada lágrima que caiu no chão
Regou a mulher que hoje mora no meu coração.
[Pré-refrão]
E se hoje escolho a paz, não é por desistir,
É porque finalmente aprendi a me ouvir.
Não corro atrás de quem não sabe ficar,
O que for verdadeiro há de encontrar o seu lugar.
[Refrão]
E eu levantei… mesmo sem forças para andar,
Chorei… mas não deixei de lutar.
Por mim, por eles, pelo amanhã,
Mesmo ferida, eu fui ficando de pé outra vez.
Eu sou mulher, sou mãe, sou guerreira,
Caí tantas vezes, mas não fiquei na poeira.
Podem tirar-me muita coisa da vida,
Mas nunca vão tirar a minha força de seguir em frente.
[Ponte]
Um dia vou olhar para trás
E dizer: “Eu sobrevivi a tudo aquilo.”
Vou lembrar da mulher que chorava em silêncio
E abraçar aquela versão de mim.
Porque ela fez o que conseguiu,
Mesmo quando ninguém viu.
E hoje eu sei:
Não era fraqueza…
Era coragem a