[Intro]
Canta a natureza, o matagal respira, o tempo não para
A lembrança vem devagar, Jurema caminha pela savana
[Verse 1]
Na lembrança da infância, a dança é antiga e clara
Sanfona chora, sanfona ri, num forró que não para
Jurema vai pelo mato, passo firme, sem pressa rara
Ela chama a cobra jabuti, ensina a trepar na ventania clara
[Pre-Chorus]
Os passos se desenham no chão de barro, é memória que nos guia
O tempo inteiro caminha junto, a terra respira em alegria
[Chorus]
Jurema, oh Jurema, teu caminhar ainda me chama
Entre o matagal e a lua, eu sigo tua chama
A batuca bate no peito, o forró faz a alma dançar
Se tudo parece perdido, é contigo que eu volto a encontrar
[Verse 2]
O vento traz risos de festa, estrelas batucam no ar
Cobra serpenteia na curva do tempo, jabuti vem devagar
A infância é canção que não envelhece, não quer terminar
A Jurema é a terra que não cansa, que insiste em nos lembrar
[Pre-Chorus]
Passos que não cessam, trilha antiga que nos permite sonhar
O tempo inteiro caminha junto, a memória sabe cuidar
[Chorus]
Jurema, oh Jurema, teu caminhar ainda me chama
Entre o matagal e a lua, eu sigo tua chama
A batuca bate no peito, o forró faz a alma dançar
Se tudo parece perdido, é contigo que eu volto a encontrar
[Bridge]
Arco-íris de sapecas, ruídos de feira ao redor
A jabuti observa quieta, a cobra curva o calor
Quem fica é quem fica, quem vai é quem leva sorrindo a flor
E a Jurema segue o tempo inteiro, carregar a vida com amor
[Chorus]
Jurema, oh Jurema, teu caminhar ainda me chama
Entre o matagal e a lua, eu sigo tua chama
A batuca bate no peito, o forró faz a alma dançar
Se tudo parece perdido, é contigo que eu volto a encontrar
[Outro]
O tempo todo caminha comigo, a terra inteira é meu lugar
Jurema, volta devagar, e deixa a saudade me acompanhar